MOVIMENTO SOS PINHEIRO

Presidente do TJ pretende fazer acordo coletivo para dar celeridade aos processos

Por Sofia Sepreny 10/05/2019 - 14:21
Atualização: 10/05/2019 - 18:43
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Sofia Sepreny
Moradores dos bairros afetados pela atividade da Braskem estiveram no Tribunal de Justiça nesta sexta (10)
Moradores dos bairros afetados pela atividade da Braskem estiveram no Tribunal de Justiça nesta sexta (10)

Em reunião com representantes dos moradores do Pinheiro e demais bairros atingidos pela mineração da Braskem, o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Tutmés Airan, defendeu uma solução de maneira coletiva para que o processo indenizatório seja mais rápido.

“Tive uma conversa preliminar da Braskem e a minha ideia de intermediação deste conflito é de tentarmos encontrarmos uma solução global para o problema e não lutas individuais. Caso a gente vá para lutas individuais teremos um número muito alto de ações que não serão resolvidas com celeridade”, afirmou.

O presidente da Corte alagoana recebeu o Movimento SOS Pinheiro e representante do bairro Mutange, na tarde desta sexta-feira, 10, na sede do TJAL.

Para Lucas Cavalcanti Gomes, morador do bairro do Pinheiro há 40 anos, o Judiciário foi o único órgão até o momento que está tentando realmente buscar soluções. “O TJ tem sido muito compreensivo com nossos problema e é um órgão que vem mostrando respaldo. Viemos aqui para ver as opções que nós temos”.

A ideia proposta na reunião é que a mineradora crie um fundo para que a empresa pague o mais rápido possível as indenizações legais e materiais. "A ideia principal é que os danos materiais sejam indenizados primeiro", disse Airan. 

Quanto aos casos de ações individuais, o desembargador informou que irá designar cinco juízes, que serão nomeados para tratae desses processos. 

"Não posso impedir que os moradores entrem individualmente, mas essas ações não terão o curso normal até que possamos definir um grande acordo, em coletividade”.

Já Alexandre Sampaio, representante da Associação dos Empreendedores do bairro do Pinheiro e regiões afetadas, acredita que um acordo coletivo seria complicado. 

“Há uma determinação em buscar soluções para todos, e principalmente para os empreendedores. Não há dúvidas do amplo problema que foi causado para nós, que somos um dos principais afetados. Dentro do bairro existem empreendimentos com valor de mil a 20 milhões de reais. Então de que maneira podemos conciliar algo de maneira coletiva que seja justo para todos?”, questionou. 

Na quinta-feira, 9, Tutmés Airan se reuniu com técnicos da Defesa Civil e da CPRM e com advogados da Braskem. Na próxima segunda-feira, 13, deve haver nova reunião com presidente da empresa.




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